segunda-feira, 24 de novembro de 2014
De Marinha, médicos e doentes
Muito inspiradora e reconfortante a reportagem de hj, do jornal O Globo, sobre o trabalho realizado pela Marinha do Brasil, navegando nos rios da região norte, para atender a população ribeirinha. São 4 navios de Assistência Hospitalar, que desde 1984, seguem, anualmente para a região amazônica, onde permanecem por cerca de 50 dias, tendo a bordo, aparelhos de raios-X, sala de cirurgia, ambulatórios médico e odontológico.
Cada navio leva 4 médicos e 4 dentistas. Como, segundo os depoimentos deles, eles não dão mesmo atenção à higiene bucal, os dentistas chegam a arrancar 8 dentes de uma só pessoa!
Mas, o que mais me chamou a atenção mesmo foi pensar em como funciona o sistema médico, inclusive o dos próprios hospitais das Forças Armadas. Lá, na região norte, os quatro médicos dão conta de uma população carente, ignorante quanto ao próprio corpo e, eles mesmos têm que se virar e fazer de um tudo, lancetar o tumor, pegar a gaze, fazer o curativo, realizar o ultrassom, limpar o material, não tem nada de chamar ninguém prá ajudar nem prá fazer, não. E o serviço anda e rende, com certeza. Quanto eles ganham prá isso? Taí, boa pergunta, é o caso de se pesquisar. De repente, será que não valia a pena começar a valorizar o bom clínico geral, que, na verdade, atualmente, se transformou somente no médico que vai te encaminhar prá o médico que "entende" da tua doença? Sei lá, acho que estou doente mesmo...
Cada navio leva 4 médicos e 4 dentistas. Como, segundo os depoimentos deles, eles não dão mesmo atenção à higiene bucal, os dentistas chegam a arrancar 8 dentes de uma só pessoa!
Mas, o que mais me chamou a atenção mesmo foi pensar em como funciona o sistema médico, inclusive o dos próprios hospitais das Forças Armadas. Lá, na região norte, os quatro médicos dão conta de uma população carente, ignorante quanto ao próprio corpo e, eles mesmos têm que se virar e fazer de um tudo, lancetar o tumor, pegar a gaze, fazer o curativo, realizar o ultrassom, limpar o material, não tem nada de chamar ninguém prá ajudar nem prá fazer, não. E o serviço anda e rende, com certeza. Quanto eles ganham prá isso? Taí, boa pergunta, é o caso de se pesquisar. De repente, será que não valia a pena começar a valorizar o bom clínico geral, que, na verdade, atualmente, se transformou somente no médico que vai te encaminhar prá o médico que "entende" da tua doença? Sei lá, acho que estou doente mesmo...
Quem sou eu
- Jupy
- Amo História, a que me dediquei até concluir o Doutorado. Sou professora da Escola Técnica Estadual República, mas, atualmente, encontro-me fora de sala de aula, trabalhando no Centro de Memória da escola. Sou casada, tenho dois filhos e 6 netos. Vou completar 57 anos, no mês de novembro, e moro na cidade do Rio de Janeiro.
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