quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Bem ligeirinho

* Olha, povo, estou tomando uma surra deste tal de blog. Acho que é a idade mesmo pq não me lembro deste negócio ser tão difícil assim!! Já estou pelejando desde a semana passada para abrir espaço para comentários e nada. A paciência foi dar umas dez voltas lá fora e, vamos ver se, logo mais à noite, minha amiga Sabrina, me tira deste sufoco.

* Com esta novidade de nem sempre poder digitar, por conta da artrose, às vezes, algumas notícias me passam batidas. Eu leio e penso em anotar prá comentar depois e, com essa vaga lembrança que chamo de memória, já era. Só se acontecer de voltar a surgir alguma referência ao assunto é que me lembro do tema. Mas sei que, naquele bololô de eleição por aqui, vitória petista e tudo mais, minha mente foi dar uma refrescada dando uma voltinha pelo restante da América do Sul. E fiquei apavorada com Evo Morales caminhando para a reeleição ilimitada, após ter sido permitida sua terceira reeleição presidencial. E, se a gente fizer as contas, um "cacique" brasileiro emplacou sua quarta reeleição...

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

De Marinha, médicos e doentes

Muito inspiradora e reconfortante a reportagem de hj, do jornal O Globo, sobre o trabalho realizado pela Marinha do Brasil, navegando nos rios da região norte, para atender a população ribeirinha. São 4 navios de Assistência Hospitalar, que desde 1984, seguem, anualmente para a região amazônica, onde permanecem por cerca de 50 dias, tendo a bordo, aparelhos de raios-X, sala de cirurgia, ambulatórios médico e odontológico.
Cada navio leva 4 médicos e 4 dentistas. Como, segundo os depoimentos deles, eles não dão mesmo atenção à higiene bucal, os dentistas chegam a arrancar 8 dentes de uma só pessoa!
Mas, o que mais me chamou a atenção mesmo foi pensar em como funciona o sistema médico, inclusive o dos próprios hospitais das Forças Armadas. Lá, na região norte, os quatro médicos dão conta de uma população carente, ignorante quanto ao próprio corpo e, eles mesmos têm que se virar e fazer de um tudo, lancetar o tumor, pegar a gaze, fazer o curativo, realizar o ultrassom, limpar o material, não tem nada de chamar ninguém prá ajudar nem prá fazer, não. E o serviço anda e rende, com certeza. Quanto eles ganham prá isso? Taí, boa pergunta, é o caso de se pesquisar. De repente, será que não valia a pena começar a valorizar o bom clínico geral, que, na verdade, atualmente, se transformou somente no médico que vai te encaminhar prá o médico que "entende" da tua doença? Sei lá, acho que estou doente mesmo...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sei não, tá tudo assim tão...sei lá!

Não sei vcs, mas eu ando sempre pisando em ovos. Confesso que perdi um pouco da alegria de falar (acreditem, isso que eu falo já tem desconto!), de conversar, ando me policiando, fico pé atrás com as pessoas que não conheço bem e, até as que conheço, prá ser sincera, às vezes dou uma testadinha antes de abrir a boca e por essa santa língua prá tagarelar.
Chego ao final das conversas exausta, como se tivesse toureado. Olha que encarei as campanhas do Lula1 e Lula2, sem esmorecer! Tinha momentos que me parecia estar no meio de um enxame de abelhas coberta de mel, mas eu aguentei. Suportei estoicamente o Lula3, sendo que no Lula 4, ainda tive que lutar renhidamente nas redes sociais. Ainda estou de luto, mas de pé.  Mas, eis que novembro chega e com ele o dia 20, o feriado que traz uma chusma de especialistas em escravidão e que se tornam, especialmente neste dia, os cobradores de uma eterna dívida que nós, os "brancos"(quá, quá, quá) temos com os negros.
A começar pelo antipático e mal bolado nome do tal feriado "Dia da Consciência Negra", o que leva a uma série de piadinhas que um pouquinho de imaginação cria em dois segundos. Além da questão que não quer calar: é para o negro ter consciência que é negro? para o branco (quá, quá, quá) ter consciência do que é ser negro?
Os estudos sobre a escravidão foram mais divulgados a partir do seu centenário, em 1988, com inúmeras pesquisas, valiosíssimas, que deram origens a livros maravilhosos, tanto de autores brasileiros quanto estrangeiros. Os documentos encontrados desvendaram relações escravistas diversas, tanto na zona rural quanto na cidade. É um tema fascinante, jamais tive vontade de escrever sobre outro, por isso produzi monografia, dissertação e tese sobre a escravidão urbana.
Por isso, a frase lá de cima, com a qual comecei esta postagem: estamos sendo vítimas de uma patrulha da palavra, que vê um cunho racista em tudo que é dito, escrito ou feito: o "e aí, minha preta?"; " cara, depois neguinho vai dizer que eu não expliquei a matéria." E por aí vamos, de absurdo em absurdo, todos vivenciados pela cara de pau que vos fala.
E vamos de cota: prá universidade, prá o serviço público, prá o Itamaraty e a próxima meta, que é o Supremo. Eu, filha de português com mulata, fruto de mãe gaúcha com negro baiano, vou já ver os meus direitos...
terça-feira, 18 de novembro de 2014

Mudaram os escândalos ou mudamos nós?

Sei não, mas tem um certo clima de "puxa, isso de novo?"; "ainda não resolveram essa história?"; pô, vamos chegar em 2015 com essa rabanada velha?" e coisas assim. Porque parece que já não há o que ser dito sobre esse assalto à mão desarmada que foi o rombo da Petrobrás! A ideia é a de que a gente grudou num papel pega-mosca e, como num desenho animado, já estamos de pés, mãos, queixo, tudo colado no bendito. Não está na hora de alguém dizer "chega, declaro todos culpados, os que roubaram, os que deixaram roubar, os que planejaram, os que participaram, os que sabiam e os que não sabiam, vamos todos bonitinhos prá cadeia, sem direito a nada além do que fizeram por merecer até agora"?
Gente, vamos pensar bem: tremendo fim de semana e aquela quadrilha, com retratinho pequenino e tudo, só faltava a roupinha listrada, na frente do jornal, todo mundo recebendo ou dando propina, um "agradinho", um "algum por fora"? Nas barbas de todos, fazendo o país inteiro de palhaço, aqueles que se lascam prá andar com os impostos em dia posando de otários prá pagar o champanhe bendito que não pode faltar?
De onde veio esse grupo faminto por poder, que finalmente ia levar os trabalhadores ao mais alto posto da nação?Avisaram aos trabalhadores que eles seriam a escada? Que alguém faça algo, seja de que partido for, esteja ou não se aproveitando da situação ou seja apartidário, não importa. Nós precisamos ser salvos. Salvos da desesperança, do desestímulo, da apatia, do "e agora?". Nossa maior empresa nacional despenca mundo a fora e ninguém sente nada? O Natal está chegando. Betinho vivo, sua Ação da Cidadania já teria arrecadado milhões de alimentos a serem distribuídos.
Cara, depois do Collor fora, nunca mais pensei de ver no meu país uma situação de faroeste tão mal escrita.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Um novo começo

Há cerca de 7 anos, tive um blog chamado "História prá quê?". Era muito prazeroso escrever ali e cheguei a ter duas postagens no Globo on line. Depois, foi ficando trabalhoso e acabei deixando de lado. Atualmente, até existe um blog com esse nome.
Tenho uma necessidade grande de me expressar. Seja falando, escrevendo, eu preciso trocar ideias. Além disso, eu tenho muitas opiniões. Certezas, poucas; dúvidas, muitas; mas, opiniões, demais. Vou, então, para o "papel", prá esvaziar um pouco a mente, que já não grava um número sequer de telefone...
Esse blog é bem eclético: nele se fala sobre política, economia, futebol, filhos, netos, artesanato, livros, filmes, programas de tv, moldes de bonecas de pano, receitas de crochê, enfim, tem de tudo um pouco. Ele não segue um esquema pré-estabelecido, é um lugar prá soltar o verbo, falar de alegria e de doença.
 Affonsinha Arteira é a etiqueta das peças de artesanato que faço, sendo o Affonsinha por causa do meu sobrenome. Acredito que a comunicação é uma grande arte, talvez a maior de todas, representada através da pintura, de uma bonita boneca, de uma peça bem acabada de crochê, de um texto bem escrito. Por isso, mantive o nome para o blog.
E, por fim, começo a "palpitar" sobre tudo no dia do meu aniversário, só pelo prazer masoquista de saber se eu e ele vamos completar um ano juntos!
Apareçam quando quiserem, vai ser bom ter companhia!

Quem sou eu

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Amo História, a que me dediquei até concluir o Doutorado. Sou professora da Escola Técnica Estadual República, mas, atualmente, encontro-me fora de sala de aula, trabalhando no Centro de Memória da escola. Sou casada, tenho dois filhos e 6 netos. Vou completar 57 anos, no mês de novembro, e moro na cidade do Rio de Janeiro.

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